
Há momentos em que me apetecia virar as costas ao presente e ao passado e trilhar um novo caminho.
Instantes
em que a realidade e a vida não me apetecem mais, em que me apetecia
reconstruir-me, reinventar-me e renascer… uma alma nova num novo corpo,
sematilhos, nem recordações, sem pesares nem sentimentos… simplesmente ser outra!
Há
momentos assim, em que o cansaço me invade e me tira a vontade de
seguir em frente, em que me apetecia abandonar o corpo num sofá ou numa
cadeira e simplesmente voar… voar para fora de mim… partir…
Há
momentos em que me apetecia ter a força e a coragem de fechar todas as
portas da vida e abrir outras novas, onde nem sequer janelas
existiram... pegar numa mala e partir… à descoberta do meu eu, que já
nem sei por onde anda…
Criar uma nova vida à minha medida…
onde toda a loucura fosse permitida, toda a ternura consentida e toda a
paixão vivida… com a intensidade de quem só vive o hoje, e o amanhã não
traz consequências… soltando as trelas (as postas e as por mim
impostas), libertando-me e deixando-a correr livre, sem olhar para trás!
Há momentos assim, em que não gosto de mim, simplesmente, porque não me deixo ser aquilo que sou por dentro…
Reescrito







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